Ir para o conteúdo principal
Instituto Guia Social

Guia Digital Acessível

Inclusão digital, autonomia e proteção para adolescentes com deficiência, de 12 a 17 anos, no Recife e na Região Metropolitana.

Guia Digital Acessível

Guia Digital Acessível: tecnologia que amplia escolhas, autonomia e direitos

Ter acesso à internet não significa ter autonomia digital. No entanto, muitos adolescentes com deficiência ainda enfrentam barreiras para utilizar serviços públicos, proteger informações pessoais e comunicar suas escolhas. É para enfrentar essas dificuldades que o Guia Digital Acessível, desenvolvido pelo Instituto Guia Social (IGS) para Recife e Região Metropolitana, une educação, tecnologia e acessibilidade.

A iniciativa prevê atender diretamente 65 pessoas: 20 adolescentes com deficiência, de 12 a 17 anos, 20 familiares ou cuidadores e 25 profissionais ou agentes da rede pública e comunitária. Além disso, a metodologia combina cidadania digital, comunicação acessível, proteção e fabricação 3D. Assim, cada atividade busca ampliar a autonomia e a participação dos adolescentes nas decisões que envolvem suas próprias vidas.

Por que o Guia Digital Acessível existe

A inclusão digital vai além do acesso a equipamentos e aplicativos. Afinal, utilizar a tecnologia também exige condições para compreender informações, reconhecer riscos, acessar direitos e tomar decisões com segurança.

No Brasil, a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência assegura direitos relacionados à acessibilidade, à informação e à comunicação. Entretanto, barreiras tecnológicas, comunicacionais e sociais ainda dificultam o exercício desses direitos.

Por isso, o projeto trabalha situações concretas do cotidiano, respeitando diferentes formas de comunicação e necessidades de apoio. Dessa forma, o aprendizado considera as capacidades de cada participante, sem impor um único padrão de independência.

Como funciona a formação

Ao longo de 12 meses, o Guia Digital Acessível prevê 40 oficinas presenciais, distribuídas em quatro grupos de até cinco adolescentes. Cada adolescente terá acesso a 30 horas de formação, com atividades de cidadania digital, autonomia, acessibilidade e proteção.

Durante os encontros, os participantes aprenderão a utilizar recursos de acessibilidade, acessar serviços públicos e proteger dados pessoais. Além disso, serão trabalhadas situações como golpes virtuais, exposição indevida de informações, violência digital e identificação de canais de proteção.

A metodologia parte das experiências de cada pessoa. Para isso, a equipe identificará as barreiras existentes e adaptará as atividades às necessidades individuais. Assim, será possível acompanhar avanços concretos nas habilidades digitais e no nível de apoio necessário para realizar diferentes tarefas.

Laboratório Maker Acessível: soluções criadas com os participantes

Um dos diferenciais do projeto é o Laboratório Maker Acessível, que utilizará fabricação digital e impressão 3D para desenvolver soluções a partir de desafios reais do cotidiano.

Primeiro, os participantes identificarão barreiras e apresentarão suas necessidades. Em seguida, poderão escolher características dos recursos, acompanhar a criação de protótipos e participar dos testes. A partir dos resultados, também terão a oportunidade de sugerir ajustes e melhorias.

A previsão é desenvolver pelo menos 20 modelos ou protótipos e finalizar 10 recursos acessíveis. No entanto, o principal resultado não estará apenas nos objetos produzidos. O processo também pretende fortalecer a criatividade, a comunicação, a autonomia e a capacidade de decisão dos adolescentes.

Inclusão digital acessível para famílias e comunidades

A autonomia não se desenvolve apenas durante as oficinas. Ela também depende das oportunidades de participação oferecidas pela família, pelos serviços públicos e pela comunidade.

Por essa razão, o projeto prevê oito encontros com familiares e cuidadores, abordando acessibilidade, direitos, segurança digital e apoio à autonomia. Ao mesmo tempo, serão realizadas quatro formações para profissionais da rede pública e comunitária, fortalecendo o atendimento acessível e a prevenção de violações.

Além das atividades formativas, estão previstas duas ações comunitárias, uma campanha educativa e um seminário de encerramento. Dessa maneira, os conhecimentos produzidos poderão alcançar outros espaços e contribuir para uma rede de proteção mais preparada.

Metas e resultados do Guia Digital Acessível

O Guia Digital Acessível estabelece indicadores para acompanhar o desenvolvimento das atividades e os resultados alcançados. Ao todo, a iniciativa prevê atender diretamente 65 pessoas, realizar 40 oficinas e certificar pelo menos 15 adolescentes com deficiência.

Além das metas de participação, o projeto pretende demonstrar avanços em duas ou mais dimensões para pelo menos 75% dos adolescentes avaliados. Entre elas estão autonomia digital, reconhecimento de riscos, comunicação de escolhas, acesso a direitos e participação na criação de soluções acessíveis.

Os avanços serão acompanhados por meio da participação nas oficinas, das atividades práticas e das avaliações de aprendizagem. Os resultados serão divulgados conforme a execução do projeto.

Uma metodologia que conecta tecnologia e transformação social

O Guia Digital Acessível integra a metodologia Guia Digital, desenvolvida pelo Instituto Guia Social para aproximar educação, tecnologia, cidadania e oportunidades.

As experiências anteriores da metodologia contribuem para aperfeiçoar as ações de educação e cidadania digital. Além disso, os resultados históricos da metodologia, envolvendo diferentes organizações proponentes, podem ser consultados na página de Impacto e Resultados do IGS.

Nesta aplicação, o compromisso é enfrentar barreiras que limitam a participação de adolescentes com deficiência. Assim, a tecnologia deixa de ser apenas uma ferramenta de aprendizagem e passa a contribuir para o exercício de direitos, a comunicação e a autonomia.

Porque inclusão digital também significa ter voz, fazer escolhas e participar da construção do próprio futuro.

Apoie iniciativas de inclusão e acessibilidade

A transformação social também depende da construção de parcerias. Por isso, empresas, instituições e organizações interessadas em fortalecer iniciativas de acessibilidade e cidadania digital podem conhecer as formas de apoiar o Instituto Guia Social e entrar em contato com a equipe para dialogar sobre oportunidades de colaboração.

Objetivo geral

Ampliar, ao longo de 12 meses, a autonomia digital, a proteção e o acesso a direitos de 20 adolescentes com deficiência, de 12 a 17 anos, residentes no Recife e na Região Metropolitana. Por meio de oficinas práticas e do Laboratório Maker Acessível, a proposta também orientará 20 familiares ou cuidadores e qualificará 25 profissionais ou agentes da rede pública e comunitária.

Principais ações

Serão realizadas 40 oficinas presenciais de três horas, sendo 24 de cidadania digital, comunicação, autonomia e proteção e 16 do Laboratório Maker Acessível, em quatro grupos de até cinco adolescentes. Cada participante terá 30 horas de formação. O percurso prevê oito encontros com familiares ou cuidadores, quatro formações com profissionais da rede, duas ações comunitárias, campanha educativa e seminário final. Também prevê pelo menos 20 protótipos, dez recursos finalizados, guia acessível, mapa da rede de proteção, catálogo maker e repositório digital.

Metas e indicadores

O Guia Digital Acessível prevê atender diretamente 65 pessoas, sendo 20 adolescentes com deficiência, 20 familiares ou cuidadores e 25 profissionais da rede pública e comunitária.

Ao longo de 12 meses, serão realizadas 40 oficinas, totalizando 120 horas de atividades e 30 horas de formação para cada adolescente. A iniciativa também prevê a certificação de pelo menos 15 participantes e o desenvolvimento de 20 protótipos, com dez recursos acessíveis finalizados.

A programação inclui oito encontros com familiares e cuidadores, quatro formações para profissionais da rede, duas ações comunitárias, uma campanha educativa e um seminário de encerramento.

A evolução da autonomia digital, da comunicação e da proteção será acompanhada ao longo das atividades.

Quer construir esse projeto com o Instituto Guia Social?

Empresas, fundos, secretarias e organizações parceiras podem solicitar apresentação técnica, proposta de cooperação ou reunião institucional.

Quero apoiar a inclusão digitalFale com o Instituto